30 de agosto de 2011

Kelly Slater vence em Teahupoo

Slater novamente no topo do ranking.

O Billabong Pro Tahiti 2011 foi o evento do ano até agora. Teahupoo grande, cascuda e com a galera literalmente dando o sangue para pegar tubos insanos. Audiência recorde e um verdadeiro show de surf (e de tow-in). Nesta segunda-feira, 29 de agosto, foram pra água as finais do evento. As ondas estavam um pouco demoradas, mas quebravam de 6 a 8 pés, proporcionando muitos tubos.

QUARTAS

Na primeira bateria das quartas, Josh Kerr (AUS) x Jeremy Flores (FRA). Os dois surfistas foram destaque durante todo o evento e mereciam uma vaga na semifinal. No confronto entre os dois quem se deu melhor foi Josh Kerr que venceu por 11.94 a 11.93. Na segunda bateria, Kelly Slater venceu fácil o australiano Matt Wilkinson por 17.50 a 6.17. Na terceira, Travis Logie (que entrou no evento como alternate de Bobby Martinez, que desistiu de competir em Teahupoo) venceu Brett Simpson por 18.07 a 17.14. E na última bateria das quartas, Raoni Monteiro contra Owen Wright. Os dois atletas vinham surfando muito bem nas pesadas condições de Teahupoo e prometiam uma grande bateria. Quem se deu melhor foi Owen Wright, que venceu por 16.74 a 13.10. Raoni saiu do evento com a 5ª colocação, 5.200 pontos no ranking e U$ 13.750.

SEMI

KELLY SLATER (USA) x JOSH KERR (AUS) – Kelly Slater veio para a semifinal sabendo que precisaria ganhar o evento para voltar a liderança do ranking. Slater veio focado, escolheu as melhores ondas da bateria e venceu Josh Kerr por 14.50 a 10.60.

OWEN WRIGHT (AUS) x TRAVIS LOGIE (ZAF) – Bateria muito disputada, mas o talento de Owen Wright fez a diferença. Owen 19.50 x Travis Logie 14.40.

FINAL

KELLY SLATER (USA) x OWEN WRIGHT (AUS) – A primeira final de Owen Wright, e a Terceira bateria em que os dois se confrontam (Owen venceu Kelly nas outras duas). Owen começou bem, fez 7.83 e 9.27. Mas Slater usou toda sua experiência em Teahupoo e mandou um 9.50 e 8,93. Kelly venceu por 18.43 a 17.10. Com a vitória Slater levou os US$ 75.000 de premiação, se tornou campeão em Teahupoo pela 4ª vez e voltou para o topo do ranking mundial. Isso que Kelly não competiu na última etapa, em J-Bay.

A vitória de Slater já era esperada. O careca veio de uma temporada em Fiji onde certamente treinou muito nos tubos de backside, depois ele pegaria o título direto de Andy Irons, o então último campeão em Teahupoo. Slater veio ainda, assistindo todos os tops caírem de maduros, deixando mais fácil seu caminho. Se Kelly ficasse em 2°, a liderança do ranking seria de Jordy Smith, se Kelly ganhasse, sairia de Teahupoo como líder do ranking. Com tanta coisa em jogo e com o caminho de certa forma facilitado até o título, já era de se esperar as famosas cartadas de mestre que estamos acostumados a ver de Slater. Slater surfou muito, usou e abusou de sua técnica de backside e mostrou como se faz. Um grande campeão que ganhou um evento de grandes ondas. Teahupoo 2011, pode anotar aí, foi o evento do ano!


Kelly Slater, campeão do Billabong Pro em Teahupoo e líder do ranking

Owen Wright, surfou muito!

Kelly em Teahupoo é mestre.

Vai faltar dedo para contar os títulos...

Pode parecer déjá vu ou uma quase redundância, mas Kelly venceu em Teahupoo! Venceu a etapa pela quarta vez e reassumiu a liderança do ranking mundial. 11°? Alguém ainda duvida que ele possa vencer mais um título mundial?



BILLABONG PRO TAHITI 2011

1 Kelly Slater (EUA)
2 Owen Wright (
AUS)
3 Josh Kerr (
AUS)
3 Travis Logie (ZAF)
5 Raoni Monteiro (
BRA)
5 Brett Simpson (EUA)
5 Matt Wilkinson (
AUS)
5 Jeremy Flores (FRA)
9 Michel Bourez (PYF)
9 Kai Otton (
AUS)
9 Fred Patacchia (HAW)
9 Chris Davidson (AUS)
13 Jadson André (
BRA)
13 Ricardo dos Santos (
BRA)
25 Adriano de Souza (
BRA)
25 Alejo Muniz (
BRA)
25 Heitor Alves (BRA)

WORLD TOUR RANKING (Após 5 etapas)

1 Kelly Slater (EUA) 26950 pontos
2 Jordy Smith (ZAF) 26500
3 Joel Parkinson (
AUS) 26200
4 Adriano De Souza (BRA) 22750
5 Owen Wright (
AUS) 21900
6 Mick Fanning (
AUS) 21250
7 Josh Kerr (
AUS) 20400
8 Michel Bourez (PYF) 20000
9 Taj Burrow (
AUS) 18750
10 Jeremy Flores (FRA) 15700
11 Bede Durbidge (
AUS) 15500
12 Adrian Buchan (AUS) 14500
12 Tiago Pires (PRT) 14500
14 Matt Wilkinson (AUS) 14400
15 Damien Hobgood (EUA) 13200
16 Alejo Muniz (BRA) 13150
17 Jadson Andre (BRA) 12200

18 Brett Simpson (EUA) 11900
19 Daniel Ross (AUS) 10750
20 Chris Davidson (AUS) 10700
20 Raoni Monteiro (BRA) 10700
22 Adam Melling (AUS) 9750
23 Dusty Payne (HAW) 9700
23 Julian Wilson (AUS) 9700
25 C.J. Hobgood (EUA) 8500
25 Kai Otton (AUS) 8500
27 Travis Logie (ZAF) 8250
28 Heitor Alves (BRA) 7500
29 Bobby Martinez (EUA) 7450
30 Fredrick Patacchia (HAW) 7250
31 Cory Lopez (EUA) 6250
31 Kieren Perrow (AUS) 6250
33 Patrick Gudauskas (EUA) 5000
33 Taylor Knox (EUA) 5000
35 Gabe Kling (EUA) 3750
36 Dane Reynolds (EUA) 1500


Videos: ASPworldtour

Veja mais direto no site do evento: http://billabongpro.com/tahiti11/

29 de agosto de 2011

Billabong Pro Tahiti - Day 9

Depois do histórico dia de alerta vermelho em Teahupo´o, onde grandes nomes do tow-in mundial pegaram verdadeiras bombas na bancada mais famosa do Tahiti, o Billabong Pro Tahiti 2011 foi pra água com força total. As ondas de 8 a 10 pés proporcionaram um verdadeiro show de surf.

Nas disputas do Round 3, Michel Bourez (PYF) passou sem precisar surfar, já que Dusty Payne (HAW) continuava machucado depois de bater forte contra o fundo de coral. Matt Wilko (AUS) fez um 10 em cima de Jadson André (BRA), nossa primeira baixa do dia na competição. Kelly (USA) Slater, estrategista, venceu o nosso Ricardinho dos Santos (BRA) em uma grande bateria. Travis Logie (ZAF) venceu o Jordy Smith(ZAF) e a ASP em uma bateria polêmica (opa, em duas baterias!). Chris Davidson (AUS) venceu Tiago Pires (PRT). Owen Wright (AUS) surfou muito e eliminou Taylor Knox (USA). Brett Simpson (USA) venceu Damien Hobgood (USA). Raoni Monteiro 9BRA), ídolo, venceu (e bem) o americano CJ Hobgood. E, na última do dia, Freddy P. (HAW) forçou uma interferência cretina em cima de Mick Fanning (AUS) e venceu a disputa. Com Fanning fora da disputa o caminho de Slater ficou muito mais fácil.

No Round 4, Josh Kerr surfou muito bem e mandou Jeremy Flores e Kai Otton para a repescagem. Kelly slater venceu fácil e mandou Matt Wilko e Michel Bourez pro Round 5. Travis Logie também venceu bem e mandou Chris Davidson e Brett Simpson para ou Round 5. E na última bateria do Round 4, Owen Wright foi brilhante e mandou Raoni Monteiro e Freddy P também para o Round 5.

Josh Kerr, Kelly Slater, Travis Logie e Owen Wright já estão classificados para as quartas de final do Billabong Pro.

No Round 5, Jeremy "Perfeito" Flores fez duas notas 10 e eliminou o local Michel Bourez. Na segunda bateria, duelo australiano e Matt Wilko venceu Kai Otton. Na terceira bateria, Brett Simpson eliminou o havaiano Freddy P. E na última bateria do dia (e que dia!!!) o brasileiro Raoni Monteiro venceu o australiano Chris Davidson e garantiu sua vaga nas quartas de final em Teahupo´o


Quartas de final do Billabong Pro Tahiti 2011:


1.
Josh Kerr (AUS) x Jeremy Flores (FRA)
2. Kelly Slater (EUA) x Matt Wilkinson (AUS)
3.
Travis Logie (ZAF) x Brett Simpson (EUA)
4. Owen Wright (AUS) x Raoni Monteiro (BRA)


O mundo contra o Travis Logie. Primeiro não queriam que ele surfasse o evento. Preferiam ver Bruce Irons competindo. Bruce que surfou o trials mas não se classificou e que nem está rankeado. Pois Travis logie entrou no evento e começou bem.

No round 3 do evento Travis Logie (ZAF) encarou o seu compatriota Jordy Smith numa bateria muito polêmica. Travis vinha vencendo a disputa quando Jordy se machucou e teve que ser atendido no canal. Travis continuou na água mas a direção da prova decidiu parar o cronômetro para esperar que o Jordy tivesse atendimento médico. Quando a bateria voltou, Jordy pegou um bom tubo, virou o resultado a seu favor e " levou a vaga". A decisão gerou muita discussão e a ASP mandou que os atletas repetissem a bateria. Pois o nanico Travis Logie mostrou que está mesmo em grande fase em Teahupoo e eliminou o grandão Jordy Smith da disputa. Resultado justo para uma decisão injusta da ASP.

Jadson André pegou boas ondas, mas não conseguiu superar Matt Wilkinson. Wilko fez uma nota 10 e administrou sua vantagem até o final da bateria. Jadson surfou bem, errou um pouco e teve duas ondas em que merecia um pouco mais de nota. Jadson saiu do evento na 13ª colocação, leva 1750 pontos no ranking e US$ 8.500.


"Teahupoo 2011! Esse era o evento de 1 milhão de dólares de premiação e não o de Nova Iorque. Alguém comeu môsca na matriz!"




Kelly Slater enfrentou o brasileiro Ricardo dos Santos, o Ricardinho com Joel Parkinson, Jordy Smith, Adriano de Souza e Taj Burrow fora da etapa. Slater viu uma avenida aberta que poderia leva-lo de volta ao topo do ranking e saiu logo pegando as melhores ondas da bateria. Kelly marcou 8.60 e 9.00. Ricardinho pegou uma excelente onda no final da bateria e fez 9.57, mas infelizmente não encontrou uma onda que lhe rendesse 8.03. Kelly, 10 vezes campeão do mundo, segue na disputa pelo título da etapa e da liderança do tour.



Video: Billabong

Veja mais direto no site do evento: http://billabongpro.com/tahiti11/

28 de agosto de 2011

Tow Session histórica em Teahupoo!

Felipe "Gordo" Cesarano no Surfline.com. Dropou uma das maiores ondas do dia em Teahupoo! Foto: ASP/Robbo



TEAHUPO´O, Tairapu, Tahiti. (Sábado, 27 de agosto, 2011)

Depois de um dia realmente grande no Billabong Pro em Teahupoo, o sábado acordou com ondas ainda maiores no Tahiti. Por causa das condições extremas, o governo Tahitiano decretou "alerta vermelho" e nenhuma embarcação pôde ir para o mar durante o sábado. Dia de folga no campeonato e dia de tow na bancada mais famosa do Tahiti. E foi um dia incrível de tow-in, com vacas insanas e tubos monstruosos.

Na água Dylan Longbottom (AUS), Laurie Towner (AUS), Koby Aberton (AUS), Dean Morrison (AUS), Bruce Irons (HAW), Kamalei Alexander (HAW), Kalanai Chapman (HAW), Benjamin Sanchis (FRA), Nathan Fletcher (USA), Raimana Van Bastolaer (PYF) e o nosso Rodrigo Gordo Cesarano,que pegou uma das melhores ondas do dia.






Um dia para ficar na história do surf!

Cabe fácil um ônibus lá dentro! Bruce Irons.


Tá bom desse tamanho ou quer mais?


Vídeo by Billabong




No vídeo abaixo algumas imagens feitas de um capacete, durante a sexta-feira, quando aconteceram o Round 2 e o início do Round 3 do Billabong Pro Tahiti 2011. Altas imagens!!




27 de agosto de 2011

Marlon Klein Video

Surf com atitude, sem efeitos, nem truques. O vídeo abaixo, feito para mostrar alguns modelos da marca de prancha TBS, mostra o surfista Marlon Klein, local da Praia do Santinho, surfando nas praias do Matadeiro, Santinho, Joaquina, Guarda e Moçambique. Pranchas pequenas e muita manobra aérea. Curte aí que o moleque surfa muito. (E té precisando de um patrocinador!).

Mklein - TBS surfboards from LOKAZART on Vimeo.

Filmado e editado por: Otávio Augusto

No vídeo Marlon usa 3 modelos de pranchas:
FROG (5´4 -19 1/8)
DUMP (5´6 - 19)
SQUARE KART (5´9 - 18 3/16).
Todas da TBS.

TEAHUPOO - Day 7

Raoni Monteiro fez o primeiro 10 do evento e despachou Adriano de Souza da competição.


GRANDE, PERIGOSO E DIFÍCIL.

A sexta-feira foi intensa no Tahiti. Depois de 5 dias parado esperando por ondas grandes, o Billabong Pro Tahiti 2011 colocou as baterias do Roun 2 na água com ondas de 8 a 10 pés, vento forte e com a grande maioria dos atletas visivelmente preocupada. As condições foram realmente extremas em Teahupoo.

ROUND 2

Na primeira bateria do dia, condição quase insurfável. Jeremy Flores teve que ralar para ganhar do local Heiarii Willians. Na segunda bateira do dia o brasileiro, o Ricardinho dos Santos pegou um tubão em sua terceira onda, fez 8.50 e mandou embora o australiano Taj Burrow, até então o número 5 do mundo. Adrian Buchan, na terceira bateria pegou uma grande onda e entubou fundo. Merecia um 10, pena que dois dos juízes não deram. Owen Wright venceu Adam Melling, que parece ter amarelado. Na quinta bateria, Joel Parkinson, líder do ranking, tropeça diante de Brett Simpson e dá adeus a etapa. Josh Kerr (AUS) venceu fácil o Bede Durbidge (AUS) no duelo australiano. Michel Bourez, surfando em casa, confirmou o favoritismo e venceu Daniel Ross (AUS).

A oitava bateria parou meio Brasil. Adriano de Souza x Raoni Monteiro. Duelo de brasileiros, os dois faixas preta em Teahupoo! Mineiro começou vencendo a bateria com notas 4.67 e 6.00, enquanto Raoni não encontrava as melhores ondas e só tinha um 5.17. Mineiro dropou uma onda intermediária para tentar aumentar sua somatória enquanto Raoni, ficou no pico e pegou uma bomba! Tubão fundo e porrada. Dezão unânime de todos os juízes e vitória de Raoni. Mineiro, até então na terceira colocação no ranking, vai ter que torcer contra muita gente em Teahupoo...

Tiago Pires eliminou Kieren Perrow em uma bateria sem muita ação.

Na 10ª do dia, Jadson André contra Patrick Gudauskas (USA). Jadson começou na frente, com duas notas baixas, 3.83 e 3.40. Ampliou com um 3.57. Gudauskas levou uma vaca sinistra e parecia tímido nas cavernas de Teahupoo. Jadson também levou um vacão. Não sei qual foi a pior das vacas. Parecia que alguma onda boa viria. Mas não veio. Jadson passou com notas 3.83 e 3.57.

Na 11ª colocaram água no Tchope do Alejo,que começou sua bateria com uma das melhores ondas do dia e marcou 9.60. Que começo de bateria!! Pois acabou nisso. O máximo que Alejo conseguiu foi um 1.50. Matt Wilko fez um 4.83 e parecia que ia ficar nisso. No final da bateria Wilko marcou um 8.93 e eliminou Alejo.

E na última bateria do Round 2 Heitor Alves não conseguiu se adaptar as condições do mar e perdeu sua bateria para Chris Davidson (AUS).

O 10 do Raoni e o 9.60 e o 9.93 de Adrian Buchan foram as ondas mais foda do dia.

ROUND 3

A organização da prova decidiu colocar na água as 3 primeiras baterias do Round 3

Jeremy Flores (FRA) foi um monstro e vence a primeira, eliminando Cory Lopez (USA) da disputa. Julian Wilson (AUS) e Josh Kerr(AUS) fizeram uma grande barteria. Os dois australianos, reconhecidos por seus aéreos, não se intimidaram com as cracas e botaram pra dentro com muito estilo. Quem levou a vaga foi Josh Kerr. E na ultimado dia o australiano Kai Otton marcou um 10, o segundo da competição, e eliminou seu compatriota Adrian Buchan.

Um dia de muita adrenalina em Teahupoo. E o swell ainda promete aumentar !!

Fique de olho no Billabong Pro Tahiti 2011!

Acompanhe as notícias e veja as fotos e os vídeos, direto no site do evento.

http://billabongpro.com/tahiti11/



ROUND 2 RESULTADOS:

Heat 1: Jeremy Flores (FRA) 9.67 def. Heiarii Williams (PYF) 0.17
Heat 2: Ricardo dos Santos (BRA) 14.50 def. Taj Burrow (AUS) 8.50
Heat 3: Adrian Buchan (AUS) 17.10 def. Gabe Kling (USA) 6.60
Heat 4: Owen Wright (AUS) 11.50 def. Adam Melling (AUS) 1.83
Heat 5: Brett Simpson (USA) 13.34 def. Joel Parkinson (AUS) 10.33
Heat 6: Josh Kerr (AUS) 15.60 def. Bede Durbidge (AUS) 6.60
Heat 7: Michel Bourez (PYF) 17. 04 def. Daniel Ross (AUS) 10.86
Heat 8: Raoni Monteiro (BRA) 15.17 def. Adriano de Souza (BRA) 10.67
Heat 9: Tiago Pires (PRT) 8.77 def. Kieren Perrow (AUS) 4.83
Heat 10: Jadson Andre (BRA) 7.40 def. Patrick Gudauskas (USA) 6.53
Heat 11: Matt Wilkinson (AUS) 13.76 def. Alejo Muniz (BRA) 11.10
Heat 12: Chris Davidson (AUS) 15.73 def. Heitor Alves (BRA) 8.67

ROUND 3 RESULTADOS:

Heat 1: Jeremy Flores (FRA) 18.63 def. Cory Lopez (USA) 8.96
Heat 2: Josh Kerr (AUS) 17.70 def. Julian Wilson (AUS) 16.87
Heat 3: Kai Otton (AUS) 13.60 def. Adrian Buchan (AUS) 10.33

ROUND 3 PRÓXIMAS BATERIAS:

Heat 4: Michel Bourez (PYF) vs. Dusty Payne (HAW)
Heat 5: Matt Wilkinson (AUS) vs. Jadson Andre (BRA)
Heat 6: Kelly Slater (USA) vs. Ricardo dos Santos (BRA)
Heat 7: Jordy Smith (ZAF) vs. Travis Logie (ZAF)
Heat 8: Chris Davidson (AUS) vs. Tiago Pires (PRT)
Heat 9: Damien Hobgood (USA) vs. Brett Simpson
Heat 10: Owen Wright (AUS) vs. Taylor Knox (USA)
Heat 11: C.J. Hobgood (USA) vs. Raoni Monteiro (BRA)
Heat 12: Mick Fanning (AUS) vs. Fredrick Patacchia (HAW)

24 de agosto de 2011

FAZENDO CARREIRA NO SURF

Por: Dadá Souza

Essa é para você que é ou pretende ser surfista profissional. O texto é longo, mas pode ser de grande ajuda. São alguns toques e dicas que todo atleta deveria saber, mas que dificilmente você vai encontrar por aí.

Se você pode colaborar com outras dicas ou idéias, o espaço está aberto para que você comente, critique e mande as suas experiências e sugestões.

Esperamos que ajude!

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Não são muitos os surfistas que levam o profissionalismo realmente a sério. Adriano de Souza, nosso Mineirinho, é um grande exemplo de atleta que encara sua carreira com muito profissionalismo e com grande dedicação. Seus resultados dizem tudo, Mineiro é um grande campeão e um exemplo a ser seguido.



CARREIRA NO SURF. ACHA QUE É FÁCIL?

Virar surfista profissional é o sonho de milhares de jovens brasileiros, que vislumbram no esporte o sonho de levar a vida de fama, viagens, grana, sucesso e mulheres. Para muitos, é a profissão dos sonhos, onde as roupas e pranchas vem de graça, onde se conhece os lugares mais paradisíacos e ainda se surfa as ondas mais perfeitas do mundo...

Mas não se iluda, é somente para um grupo muito pequeno que esse “sonho” se torna uma realidade (e uma profissão bem remunerada). Para transformar a atividade esportiva e recreacional em uma carreira financeiramente estável, é preciso muita disciplina, dedicação e trabalho. Dentro e fora d’água!

DEDICAÇÃO, PERSISTÊNCIA, PLANEJAMENTO, SERENIDADE, CORAGEM, CONFIANÇA, TALENTO, TREINO, MUITO TREINO, RAÇA, INTELIGÊNCIA, ESTILO, FORÇA, ONDAS DE QUALIDADE, VELOCIDADE, PERSEVERANÇA, CABEÇA NO LUGAR, PREPARO PSICOLÓGICO, CONCENTRAÇÃO, PREPARO FÍSICO, CARISMA, RELAÇÃO COM A MÍDIA, Tudo isso é importante e fundamental.

Há muitos anos converso com diversos atletas, profissionais e amadores, e acompanho suas dificuldades e inabilidades. E é bastante fácil observar a falta de profissionalismo da grande maioria dos surfistas ao administrar a carreira. Claro que temos exceções, mas no geral os surfistas são atletas bem dedicados dentro d´água, mas não entendem sobre planejamento de carreira ou sobre a relação com os patrocinadores e com a mídia; A grande maioria dos atletas ainda é bastante limitada ao usar as mídias e redes sociais para agregar valor ao seu nome/imagem; Muitos são os atletas que se envolvem em caminhos nem sempre positivos; E muitos são profissionais não entendem direito essa história de gerar retorno aos seus patrocinadores.

A verdade é que a grande maioria dos surfistas desconhece o que seja um planejamento de carreira, e não é de hoje que vemos bons surfistas (competidores e freesurfers de grande talento) passando dificuldades para bancar suas viagens e pagar as contas em dia.

Ter talento e passar o dia na praia não basta. O surfista precisa de educação, de inteligência, precisa aprender línguas, aprender a se comportar, aprender a ganhar e a perder. O atleta também precisa aprender a se expressar de forma correta e a ter responsabilidade e comprometimento. O que diferencia um surfista comum de um grande atleta é a seriedade com que se encara o trabalho.

Como bem sabemos, o único lugar em que o sucesso vem antes do trabalho, é no dicionário. E para ser um profissional de sucesso, é essencial ter metas e objetivos bem definidos, planejar as competições as quais vai participar, investir no conhecimento, cuidar da saúde, dos documentos e investir forte na carreira, sempre visando o presente e o futuro.

Para ajudar os atletas a entenderem um pouco mais sobre o gerenciamento da carreira esportiva, preparamos alguns toques e dicas especiais que podem ajudar a pensar, planejar e executar melhor os tantos pontos que envolvem a carreira de um surfista profissional.


LAPIDANDO E DESENVOLVENDO
ATLETAS DE SURF


São muitas as crianças que mostram bem cedo uma aptidão para o esporte. Os pais, por vontade própria ou por incentivo dos amigos, começam a inscrever os filhos nos campeonatos e os primeiros resultados e premiações começam a aparecer.

Nessa fase iniciação, onde os competidores ainda são crianças, é preciso incentivar, mas sem colocar nos moleques uma cobrança exagerada. Criança tem que ser criança, tem que brincar e se divertir na praia, e não ser um “mini” atleta profissional. É importante que as crianças decidam sozinhas se a carreira no surf é realmente seu sonho e se esse é realmente o esporte que amam. Isso pode parecer um tanto romântico agora, mas vai fazer toda a diferença no futuro.

Nessa fase é importante entender a família do atleta, sua estrutura e que tipo de educação é passada para os filhos. É preciso incentivar a ser bom nos esportes e também na escola . É durante essa fase que vem os primeiros campeonatos, as primeiras pranchas e os primeiros apoios.

As principais armadilhas nessa fase vêm dos pais. Não são poucos os casos de familiares que enxergam no talento do filho uma maneira de salvar as finanças da família, assim como não são poucos os pais que, sem talento nenhum no surf para ser um competidor, enxergam nos filhos a chance de realizar seus sonhos frustrados de ser uma fera do esporte. Esses falsos “Super-Pais” brigam com juízes nos campeonatos, muitos gritam com os filhos na praia e ainda incomodam os editores de sites/jornais/revistas pedindo visibilidade para os garotos.

Se o aspirante a profissional já é pré-adolescente, é preciso dedicação “full time”. Um surfista, para ser campeão, deve ser um atleta aplicado e ter uma determinação muito grande, deve treinar muito, cuidar da alimentação, da preparação física e psicológica, investir nos melhores equipamentos, viajar bastante para aprender a surfar todo tipo de onda , estudar o julgamento de cada evento, fazer vídeo-análise e buscar sempre a evolução.

Aprenda a falar inglês!! Quem pretende participar de competições internacionais ou construir uma carreira sólida no esporte é obrigado a dominar o idioma. Caso contrário, sofrerá preconceito, será passado pra trás e não terá como reivindicar seus direitos.

A não ser que você tenha um talento excepcional, um surf sólido e realmente acima da média, repense o sonho de virar surfista profissional. Esse talento acima da média é fundamental para que você consiga um patrocínio, para vencer eventos importantes e para que o atleta conquiste reconhecimento e respeito.

Mantenha uma postura de atleta. Fuja daquele estereótipo de surfista “marrento”, mal-educado, que não sabe falar direito ou que fica socando a prancha cada vez que alguma coisa sai errado. Caras como Alejo Muniz, Gabriel Medina e Adriano de Souza chegaram lá, justamente por serem diferentes desse tipo. São profissionais, educados, falam bem e são sempre solícitos com a imprensa e com o público.

Tenha bem claro quais são as competências e habilidades que você deve desenvolver para ser um grande atleta. É preciso entender de prancha, conhecer o mar, fazer um treinamento multidisciplinar, conhecer estratégias e táticas de competição, não ser excessivamente grudado com a família, fazer um plano de saúde e nunca, em hipótese alguma, deve abandonar os estudos.

É no final da pré-adolescência, início da adolescência que acontece a peneira natural que vai definir quem realmente tem talento pra coisa e pode virar profissional, e quem vai ter que encarar outro caminho na vida ou no esporte. É também a fase em que os primeiros encaminhamentos e exames médicos são necessários (nutricionista, dentista, psicólogo, etc). Atleta, para ter bom desempenho, tem que ter saúde.

É preciso também, dedicar uma atenção ao marketing pessoal do atleta. Aqui entra o visual do atleta, o visual das pranchas, a habilidade de se expressar bem, e a importância de ter bom relacionamento com patrocinadores, juízes, com a mídia e com os outros surfistas.

Comece a priorizar as competições mais importantes e a aprender mais sobre julgamento e a estudar qual o melhor momento para se profissionalizar. Nesse momento conta muito o atleta possuir uma certa estrutura (planejamento de carreira, planejamento financeiro, patrocinadores, cartões de crédito e de milhagem, plano de saúde, etc.)

Viajar é fundamental. Os resultados dos surfistas brasileiros nesse ano de 2011 comprovam isso. Desde que as empresas começaram a mandar nossos atletas mirins para rodar o mundo desde muito cedo, acabou a vantagem que australianos e americanos levavam sobre nós, brasileiros. Hoje os surfistas brasileiros estão entre os melhores do mundo. Se você não começar desde cedo a surfar ondas diferentes, “point breaks”, “reef breaks”, “tubão”, dificilmente fará isso bem no futuro.

E um último toque: Faça constantes vídeo-análises. É a maneira mais eficiente para você se ver surfando, para corrigir erros, estilo e sua abordagem em cada tipo de onda.


ADMINISTRANDO A CARREIRA


Invista no seu conhecimento!

A chance de você chegar aos 40 anos de idade, com dezenas de viagens pelo mundo e carimbos no passaporte mas nenhuma grana no bolso é grande. Isso pode não ter muita importância agora quando você é jovem, mas vai fazer muita diferença no seu futuro. Portanto, planeja a sua carreira!

Faça cursos de idiomas! Um atleta que não sabe se expressar perde entrevistas e perde oportunidades. Leve em conta que falar um segundo idioma é importante não só para a vida profissional, mas também para seu desenvolvimento pessoal.

Construa uma boa rede de relacionamentos, seja conhecido e reconhecido pelo mercado. De nada adianta ter talento se ninguém o conhece.

Os grandes atletas são feras também no marketing pessoal e nas relações interpessoais. Aprenda a ser maduro nos relacionamentos com a sua família, com seus patrocinadores e com a mídia. Afinal, todos odeiam um garoto mimado ou mal educado.

Para lidar com contratos, contatos, relacionamento com os patrocinadores e com a imagem do atleta, um “manager” pode ser uma boa alternativa.

O trabalho de um “manager” na administração da carreira de um atleta profissional pode ser uma importante ajuda e também um diferencial estratégico, pois auxilia o surfista para:
a) Estimular e dar o suporte necessário no planejamento da carreira profissional;
b) Auxiliar a identificar e trabalhar seus pontos fortes fracos;
c) Aperfeiçoar o nível de comunicação com seus colegas, patrocinadores, fãs e imprensa;
d) Auxiliar na negociação de salários e no relacionamento entre atleta, entidades e patrocinadores.

Mantenha seus documentos em dia. Não poder viajar por falta de documentos é uma coisa que não pode acontecer. Tenha conta em banco, cartão de crédito e plano de saúde. Se você é profissional, não deixe de fazer um plano de previdência para assegurar um futuro mais confortável no futuro.

Gastar todo o dinheiro que ganha com impulsos consumistas e festas de arromba é um mau negócio. Reinvista seu dinheiro!

Escolha com cuidado seus amigos e companheiros de viagem. Procure andar com pessoas que agreguem pontos positivos na sua carreira.

Fique longe das drogas, das bebidas e das baladas. Tudo isso pode acabar com a sua carreira e não ajuda em nada nem na sua saúde e nem no seu desempenho. O grande Gerry Lopez já disse uma vez: “A verdade é que quando os melhores surfistas estão alcançando o pico de sua performance, surfando seu melhor, eles não estão chegando nem perto de droga alguma."

Coloque metas diárias, semanais, mensais e anuais para a sua carreira. Pense em tudo o que é importante na sua carreira e corra trás! Na água, na praia ou na internet, procure sempre evoluir e fazer contatos com pessoas que possam somar.

É preciso fazer muitas coisas para ser um surfista de sucesso, ficar em casa parado ou percorrendo caminhos errados não vão ajudar você em nada. É preciso ter muita força de vontade e disposição para trabalhar e lutar pelo que você quer.

Mais do que uma carreira de surfista profissional, todos devem ter um projeto maior de vida, que inclua família, lazer, hobbies, etc. O próprio Kelly Slater já falou “o surf, por si só, não completa a vida de ninguém”. É preciso ter outros interesses e habilidades que fazem você se reenergizar, viver e competir com menos stress.

Mostre seu surf. Faça um bom curriculum, monte um blog, utilize as mídias sociais (Facebook, twitter, orkut, Youtube, Vimeo, etc.) para mostrar que você é um bom surfista e para se relacionar com a mídia, com seus fãs e admiradores

Alguns pontos importantes para você planejar na sua carreira:

· ANÁLISE DA SITUAÇÃO
· PONTOS FORTES DO ATLETA
· PONTOS FRACOS DO ATLETA
· PLANEJAR AGORA TUDO O QUE PRETENDE NESSE ANO
· PLANEJAR AGORA TUDO O QUE PRETENDE NO PRÓXIMO ANO
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PREPARO FÍSICO

“Quanto mais você sua nos treinamentos, menos você sangra no campo de batalha”
Coronel Red

Pode até parecer óbvio demais falar sobre preparação física, mas é impressionante o número de surfistas que não se dedicam aos treinos físicos complementares.

Para aqueles que buscam um surf de alta performance, é fundamental dedicar uma boa parte de seu tempo para trabalhar a técnica do esporte. De preferência com o acompanhamento e supervisão de um profissional da área. O treinamento deve ser realizado nos mais variados tipos de onda e condições do mar.

Praias diferentes também ajudam o surfista a se adaptar mais facilmente a outros tipos de ondas. O surfista deve reconhecer suas maiores dificuldades e procurar corrigi-las através de filmagens e com conversas com seu técnico.

Para ser um campeão, é necessário muita consistência. Tem que ser bom em ondas pequenas, ondas grandes, em ondas perfeitas ou mexidas, em mar gordo ou cavado, pra esquerda ou pra direita.

Faça sempre surf treinos e simulações de bateria! É 100% necessário competir e simular as baterias.

Com o corpo trabalhado, você fica mais confiante, mais preparado, mais forte, mais flexível e menos sujeito a lesões.

Existem muitos exercícios que podem complementar o treinamento de um surfista. O ideal é que os treinos sejam multidisciplinares e acompanhados por profissionais da área. Treinos funcionais, Pilates, Yoga, musculação, ciclismo, natação, skate, capoeira, jiu-jitsu, tudo isso pode, e deve, fazer parte da rotina de um atleta profissional. É preciso que o atleta tenha em sua rotina trabalhos de aquecimento, alongamento, aumento de força e de flexibilidade e, principalmente, muita seriedade no descanso físico.

Todo surfista competidor deve fazer um trabalho específico de preparação física orientado por um professor de Educação Física e, na praia, por um treinador. Até o surf diário deve ser feito com muita dedicação e seriedade.

Quando você está forte, aguenta melhor os desgastes de viagem, dos campeonatos e até as gripes e resfriados.

Com um bom preparo, você rema mais e mais forte, aumenta e resistência e encara muito melhor aquele dia de campeonato com várias baterias.
Isso sem falar na auto-confiança.

Devido ao intenso desgaste físico que ocorre durante as sessões de surf, é indispensável as 8 horas diárias de sono para repor a integridade corporal (de preferência dormir e acordar cedo).

Uma boa alimentação é fundamental para se obter um corpo saudável. Nosso corpo funciona como um carro de Fórmula 1: Quer ter alto rendimento? Coloque o melhor combustível. Recomenda-se equilíbrio na ingestão de proteínas, vitaminas, carboidratos e sais minerais. Evite gorduras, refrigerantes, “junk food”, muito sal e açúcar e se alimente em horários previamente definidos. Um nutricionista pode ajudar (e muito) você a se alimentar de forma correta.

“O surfe competitivo atingiu um nível técnico tão alto que todos os detalhes fazem a diferença no resultado final. Com isso, a formação dos atletas também começa cedo e, quanto mais preparado eles estiverem para a atribulada vida profissional, maiores serão as chances de obterem sucesso.” Blog da Hang Loose

PREPARO PSICOLÓGICO

Quanto mais preparado psicologicamente você for, mais controle você terá nas baterias. Quanto mais ansioso ou nervoso você ficar, maiores as chances de cometer erros e colocar tudo a perder. É preciso treinar a sua mente a pensar como um campeão. Somente fortalecendo o seu psicológico você conseguirá ser confiante, focado, determinado e motivado. E por consequência, um campeão.

Você precisa acreditar em si mesmo. Acredite em si e nos seus sonhos. São os sonhos que movem o mundo. Em segundo lugar, defina prioridades. Coloque seus objetivos em ordem e definia por onde começar. Aproveite as oportunidades e defina aonde quer chegar. Todo o resto é consequência do seu trabalho e dedicação.

Leia bastante e estude muito. Nada é pior para um surfista talentoso do que a falta de inteligência. Amplie seus horizontes! E nunca pare de estudar por causa do surf. Primeiro, porque é perfeitamente possível conciliar os dois. E segundo, porque para ser um campeão, é preciso maturidade e inteligência.

Acredite em você mesmo. Quando você mentaliza a vitória, você consegue, todo o seu corpo vai trabalhar para que você consiga. Quando você mentaliza que não vai conseguir, bom, aí você não consegue mesmo. Acredite nos seus sonhos, são os sonhos que movem o mundo.

É preciso saber ganhar, é preciso saber perder, é preciso saber o que dizer ou o que fazer em momentos importantes. E aprender com as derrotas! Todas as experiências devem ser revertidas em aprendizado.

Existem momentos em que a vida particular e competitiva se misturam. Procure manter sempre o seu foco e priorizar as situações. Para ser o melhor, tudo o que envolve a sua carreira deve ser prioridade.

Mas para que tudo faça sentido, mais do que um projeto profissional, todos devem que ter um projeto de vida maior, que inclua família, lazer, amigos, hobbies, etc. Estes outros interesses garantem que você consiga se reenergizar, viver com menos stress e se preparar para uma segunda ou terceira carreira ao longo da vida. Recomendamos a leitura do livro “A semente da vitória” do Nuno Cobra. É leitura obrigatória!

Devemos que estar ligados na vigilância de nossos pensamentos. Não podemos esquecer que somos o que pensamos. Se você se acha vitorioso, você se faz vitorioso. Há que adotar, sempre, uma atitude mental positiva para ser sempre positivo. Também é importante saber escolher nossas amizades, aproximar-nos de pessoas positivas, com uma boa energia.

Você tem de acreditar, dar o melhor que pode e deixar fluir. Nós nascemos para a vitória. Atingindo esse ponto, não há mais com o que se preocupar, porque a vida conspira sempre a nosso favor. Jamais duvide disso!


EQUIPAMENTO

Como muito bem disse o Ricardo Bocão uma vez, não tem surfista bom que dê jeito em prancha ruim. Para vencer, para ser um campeão, prancha boa é fundamental. Vejo centenas de competidores ainda investindo naquela idéia de usar pranchas ruins e medíocres porque são baratas ou porque vem de graça. A verdade é que o barato, muitas vezes sai caro. E isso serve para pranchas, roupas de neoprene, parafinas e cordinhas. Se você quer ser profissional, invista nos melhores equipamentos.

Vai para o Hawaii? Experimente uma prancha havaiana. Vai pra Austrália? Experimente uma prancha australiana. Não fique preso a um só shaper, a não ser que ele seja realmente muito bom (eu falo aqui de no máximo 10 shapers no mundo todo). Ao experimentar outras pranchas e designs, você vai ampliar o seu conhecimento, suas habilidades e até conseguir conversar melhor com seu shaper para fazer a prancha certa para cada situação. Invista em pranchas boas, converse muito com o seu shaper, mantenha a cabeça aberta em relação aos modelos de pranchas. Experimente diferentes marcas, modelos e designs, tudo isso só vai fazer o seu surf crescer.

Amplie seu quiver de pranchas. Cada tipo de onda exige um diferente tipo de shape. Já dizia um antigo ditado: “Não existe mar ruim, existe é sujeito sem equipamento.”

“Tem que ter certeza de que você tem as melhores pranchas possíveis para o seu tipo de surf e para o tipo de onda e de condições que vai encontrar nas etapas do circuito que disputa.” Ricardo Bocão, Revista Fluir

Tenha o mesmo cuidado com suas wetsuits. É importante ter um quiver de roupas de neoprene. Nada pior do que você perder a concentração porque está passando frio ou calor. Utilize sempre o melhor equipamento possível, seu rendimento depende disso.


TÁTICAS E ESTRATÉGIAS DE COMPETIÇÃO

Cada bateria, cada onda e cada evento têm suas particularidades. Saber ler corretamente o mar e o momento das ondas é fundamental. Assim como observar o que os juízes estão gostando e valorizando. Ter inteligência e uma boa estratégia é primordial para qualquer competidor.

Aprenda a controlar a ansiedade. Sua própria cabeça pode ser o seu pior adversário se você não souber controlar seus impulsos e o nervosismo.

As vezes é preciso entrar na mente do adversário. Esteja 100% atento antes e durante a sua bateria. É preciso também surfar com o regulamento embaixo do braço e explorar cada chance, até os erros de seu adversário.

Antes das baterias, observe atentamente o mar, onde as ondas estão quebrando, as mudanças que acontecem em cada maré e o que os outros surfistas estão fazendo para ganhar as notas mais altas.

Todo surfista competidor deve estudar o Livro de Regras e aprender todas as regras e macetes de cada competição. Só tem uma boa tática de competição aquele atleta que estuda, observa, e vivencia as muitas experiências que acontecem durante as baterias e nos treinos.

Estratégia vence bateria! Procure sempre estudar as ondas onde o campeonato acontece, estude seus adversários e vá para a água com um plano de ação definido. Traçar uma meta é definir um ponto aonde você quer chegar.

Vai competir em algum lugar diferente? Vá atrás de todas as informações importantes e das dicas e macetes de cada onda. Procure sempre ir para o local de competições antes dos outros competidores para poder treinar uns dias a mais na onda onde acontecerá o campeonato. Parece simples e básico, mas são raros os atletas que fazem isso. Treinar na onda do evento, em qualquer condição, é fundamental.

Invista tudo em uma atuação arrasadora e consciente. Para ter sucesso no mundo competitivo atual, um surf de alta performance é 100% necessário. Não há mais espaço para enganação. Ou você é muito bom, ou você nunca vai ganhar nada e será só mais um.

De nada adianta também você tentar as manobras mais malucas e não voltar de nenhuma.

Os juízes hoje exigem que você tenha repertório de manobras e que seu surf não seja de manobrinhas. Todos querem ver “manobrão”, ”tubão”, aéreos alucinantes e rasgadão. E todas na linha da onda e no momento mais crítico. No surf moderno, quem não arrisca, não petisca.


RELACIONAMENTO COM OS PATROCINADORES

Conseguir um bom patrocinador é fundamental, não só para que o surf se torne, de fato, uma carreira, mas também que você possa viajar e competir. Sem patrocínio, nada acontece. Sem patrocínio você não viaja, não compete nos eventos importantes, não aparece na mídia e sua carreira não decola.

Uma empresa só vai lhe patrocinar, se enxergar em você a figura ideal para ser um verdadeiro embaixador da marca. Educação, exemplo, dedicação, talento e diplomacia são fundamentais. Arrogância, falta de educação e excesso de marra são atitudes feias e que vão minando a imagem de um atleta. Ou você conhece bem o seu patrocinador e seus objetivos e representa bem essa marca mundo afora, ou você vai acabar perdendo seu emprego.

Você ainda não tem um patrocinador? Bem, comece fazendo um curriculum com seus dados e principais resultados e monte um “portfolio” (impresso ou em vídeo) com suas fotos, filmes, resultados e com as matérias que saíram na mídia falando a seu respeito. Depois comece a mapear as marcas/empresas que tem o perfil para patrocinar você e vá a luta. Dificilmente um patrocínio vai cair do céu.

Nem todo mundo consegue estabelecer uma relação sadia com seus patrocinadores. Basicamente, aqui existe uma relação comercial, como em qualquer outro trabalho, onde o seu empregador (o patrocinador) paga você para representar (positivamente) a sua marca. E é preciso muito comprometimento e responsabilidade nessa relação, senão você acaba perdendo o emprego.

Já se foi o tempo em que o atleta de surf ganhava tudo de mão beijada, só porque pegava umas ondas. As empresas já não querem mais patrocinar garotos irresponsáveis e marrentos, que agregam uma imagem mais negativa do que positiva a marca e que não dão retorno esperado.

Para cada centavo que uma empresa investe em você, ela espera arrecadar, no mínimo, 5 centavos de lucro. Ou você dá lucro, ou vai acabar sendo substituído por outro atleta.

Todo final de mês mande para o seu patrocinador um CD ou DVD com uma prestação de contas, onde deve constar tudo o que você fez durante o mês: que eventos participou, as trips que você fez, os resultados obtidos e também suas fotos e vídeos.

Se você quer (ou precisa) aparecer na mídia e nos anúncios, é preciso ajudar o seu patrocinador. Em geral, o empresário-patrocinador está atrás de uma mesa, com pilhas de problemas para resolver, contas a pagar, estoque para desovar e não sobra muito tempo para ele pensar que precisa mandar fazer fotos suas para o próximo anúncio. Produza você mesmo esse material e facilite a vida do seu patrocinador.

Como atleta patrocinado, você é um empregado da empresa. Você está oferecendo um serviço em troca de uma remuneração. Mostre que seu serviço está atingindo resultados positivos, mostre que seus resultados estão muito além dos resultados esperados. Seus patrocinadores e a mídia precisam conhecer seus diferenciais.

Ou você aprende a negociar contratos de patrocínio, ou arruma alguém (preparado e de confiança) para fazer isso para você. Mas muita atenção: escolha MUITO BEM a pessoa que vai lhe ajudar com isso. Nem sempre um pai cabeça-dura ou aquele "amigo” mais descolado são as pessoas certas. Escolher a pessoa errada para ser seu empresário ou manager pode gerar prejuízos e uma dor de cabeça daquelas das grandes.

Aprenda a fotografar, filmar, editar, tocar algum instrumento, a dar palestras, a comentar nos eventos ou qualquer outra atividade que possa agregar aquele “algo mais” na sua imagem. Essas atividades também podem ser bem interessantes no futuro, quando sua aposentadoria como atleta chegar.


RELACIONAMENTO COM A MÍDIA


Para estar sempre presente na mídia, sair nos veículos certos (jornais/revistas/sites) e principalmente, para fazer bonito quando sair, é preciso saber lidar com a imprensa.

Para sair na mídia, você precisa ser notícia. Ou você se dá bem em um evento, ou faz uma manobra espetacular ou faz algo de diferente. Mas se você fizer uma boa sessão de fotos ou um filme bacana, também é bem possível que alguns editores publiquem.

Um dos caminhos para uma boa e constante relação coma mídia, é contratar os serviços de uma assessoria de imprensa. Um profissional de comunicação é a pessoa que faz você aparecer na mídia de modo profissional. Normalmente os atletas com uma assessoria desse tipo conseguem vantagens em relação aos demais, como contratos mais vantajosos, contato rápido com os a mídia, valorização da imagem e outros benefícios.

Invista em uma boa máquina fotográfica/filmadora e tenha sempre a mão amigos e profissionais que possam captar suas imagens surfando. Isso é fundamental tanto para você analisar seu surf, como para produzir um material para seus patrocinadores. Sem imagens, você não aparece na mídia, não aparece nos anúncios, e não dá retorno algum para seu patrocinador.

Os fotógrafos e “film-makers” são os melhores amigos de um surfista. E valorize o trampo desses trabalhadores! Pague de forma correta quem fica horas na areia filmando/fotografando e muitas horas em casa editando. São esses profissionais que fazem você sair na mídia. Valorize!

O surfista Everaldo Pato Teixeira, em uma interessante palestra no Congressurf, comentou que o seu maior patrimônio era a sua agenda telefônica, pois é onde ele tinha todos os contatos da mídia e das pessoas que o ajudavam na sua carreira.
Cultive e desenvolva uma rede de relacionamentos com as pessoas importantes do esporte, da mídia e do mercado.


CUIDADOS COM A IMAGEM

Tome muito cuidado ao administrar a sua imagem, tanto na praia quanto na internet. Qualquer deslize ou vacilo pode custar a sua credibilidade ou sujar a sua imagem. Uma publicação errada no Twitter ou no Facebook pode acabar com meses e meses de esforço e trabalho. Deixe para falar bobagens quando estiver sozinho com seus amigos. Não faça isso na internet, onde o mundo inteiro está lhe escutando/analisando/julgando.

Seja um guerreiro a favor da natureza. O surf é um esporte ecológico e depende da saúde das praias para que possa continuar existindo. Um surfista que joga papel de parafina no chão ou que deixa lixo na praia, além de estar agindo contra a natureza, queima o filme e pode acabar perdendo créditos e até o patrocínio.

Atleta tem que ter a imagem LIMPA. Fique longe das confusões, das brigas, das drogas e dos problemas. Você tem que ser reconhecido pelo seu talento e dedicação e deve ser lembrado por seus feitos como esportista, e não pelos vexames que dá.


DICAS ESPECIAIS DE PESSOAS BEM ESPECIAIS

Durante a elaboração desta matéria, pedimos a diversos profissionais do esporte (atletas, ex-atletas, jornalistas, empresários e managers), cinco dicas para quem deseja seguir a carreira de surfista profissional. Abaixo as respostas de quem entende do assunto.


Rosaldo Cavalcanti - Jornalista Especializado

1- Estudar. Surfista que não tem formação intelectual morre na praia. A carreira é curta e é preciso estar preparadão para o 'depois'. Veja o Kelly Slater. Só entrou no circuito mundial depois que acabou o colégio.
2- Comer, dormir e se alimentar bem. Você é o resultado desta combinação. Principalmente se for um atleta de alta performance.
3- Treinar muito. Dentro e fora d'água. Identificar suas deficiências. Estar bem preparado física, técnica e espiritualmente.
4- Ter vontade de chegar lá. Determinação, persistência, disciplina. Saber que os detalhes fazem a diferença.
5- Estar pronto para aproveitar as oportunidades. Não basta apenas ter sorte, estrela... Na vida, precisamos estar prontos para aproveitar as oportunidades.


Marco Giorgi – Surfista Profissional

1- Foco
2- Vontade
3- Surf
4- Perseverança
5- Diversão

Alex Guaraná – Jornalista Especializado

1- Terminar ao menos o 2º grau
2- Ter um bom inglês
3- Não usar drogas nem bebida alcóolica (uma cervejinha até pode)
4- Ter um bom planejamento físico e psicológico
5- Surfar ondas de qualidade, de preferência tubulares, em fundo de coral, o máximo possível.


Junior Faria – Surfista Profissional

1- Dedicação
2- Trabalho
3- Vontade, muita vontade!
4- Abdicação
5- Por último, acredite em si mesmo.


Marcelo Trekinho – Surfista Profissional

1- Termine os estudos. Surfista burro não tem futuro mais.
2- Disciplina.
3- Estude inglês. E preciso falar fluente.
4- Treine a parte física.
5- Aprenda a escrever bem. E possível abranger a carreira escrevendo pra sites, blogs e revistas do ramo. Filmar e editar vídeos também ajuda muito.


Julio Adler – Ex-competidor, blogueiro e comentarista

1 – Desista.
2 - Não desista.
3 - Aprenda a perder.
4 - Vencer baterias não tem nada em comum com surfar bem.
5 - Faça amigos (fora das baterias).
5 e 1/2 - Odeie seu adversário (dentro das baterias).


Phil Rajzman - Surfista Profissional - Campeão Mundial de Longboard

1- Foque no desenvolvimento do esporte, sem deixar os estudos de lado, escola em primeiro lugar.
2- Participe do máximo de eventos amadores que puder, antes de se tornar profissional.
3- Acumule resultados e mídia espontânea selecionando os destaques de forma organizada para apresentar a patrocinadores.
4- Tenha certeza de seus objetivos como atleta profissional, e não desista quando se deparar com os obstáculos, eles te fortalecerão.
5- Nunca feche as portas, um amigo ou empresa que te ofereça pouco hoje, amanha poderá ser um fiel parceiro, se valorize com atitudes positivas, e seja exemplo para as próximas gerações.


Teco Padaratz – Bi-Campeão Mundial WQS e um dos maiores ídolos do surf brasileiro

1- É preciso saber se você realmente quer ser um surfista profissional. Pois o que muito acontece, é você descobrir que não era bem isso que queria, mas daí já é tarde.
2- Você precisa saber que vai abrir mão de muitas coisas que uma pessoa normalmente tem, por uma causa maior. Isso significa comprometimento com seu objetivo.
3- Disciplina é uma das armas mais importantes neste processo. Dedicação todos os dias faz realmente a diferença ao longo do tempo de carreira. Quanto maior a base psicológica, mais chances de durar na carreira.
4- Saber enxergar seus próprios defeitos pode vir a ser a única vantagem sustentável contra a concorrência. Portanto é preciso saber se despir do ego, e aceitar seus defeitos, à ponto de melhorar sua capacidade de reação durante o processo de competição.
5- Por último, mas não menos importante, aliás, o mais importante de tudo, você precisa realmente terminar a escola antes de se tornar profissional. Acredite, só mesmo os estudados é que conseguem aproveitar os frutos de uma carreira esportiva para benefício da vida pessoal após carreira, afinal após ser surfista, você tem que encontrar algum caminho que preencha os mesmos sonhos que uma carreira de competição lhe oferece.


LEIA MAIS SOBRE O ASSUNTO


10 DICAS PARA CONSEGUIR UM PATROCÍNIO ESPORTIVO
http://www.mktesportivo.com.br/10dicas.htm

COMO ARRUMAR UMPATROCÍNIO
http://pordentrodasondas.blogspot.com/2010/07/como-arrumar-um-patrocinio.html

PLANEJAMENTO, OUSADIA E PATROCÍNIO SUSTENTAM PROMESSA MINEIRINHO
http://esporte.uol.com.br/radicais/ultimas/2006/03/16/ult81u1037.jhtm

A IMPORTÂNCIA DE ACREDITAR EM SI MESMO
http://www.mesquitaonline.com.br/Artigos/visualizar.php?id=40

ORGANIZANDO SUA CARREIRA DE SURFISTA
http://faubulas.blogspot.com/2010/12/organizando-sua-carreira-de-surfista.html

MINEIRINHO: 10 DICAS PARA VOCÊ SE TORNAR UM SURFISTA PROFISSIONAL
http://www.guiame.com.br/v4/nova_geracao/124929-1846-Mineirinho-10-dicas-para-voc-se-tornar-um-surfista-profissional.html

CONGRESSURF ABORDA CARREIRA DO ATLETA http://www.congressurf.com.br/site/noticias.php?acao=view&cod_noticia=11&cliente=1

* Para fazer essa matéria, li muitos textos do Ricardo Bocão na Revista Fluir, um mestre no assunto, assisti a palestras muito boas do Rodrigo Tuska (manager) e do Everaldo "Pato" Teixeira, li várias vezes os links acima e, mais do que tudo, conversei com muitos atletas e ex-atletas.

Dadá Souza é publicitário, foi um dos fundadores da Podium Esportes, co-organizador do Congressurf (Congresso Nacional de Surf). Atualmente trabalha com assessoria de comunicação e é o editor do site SurfOnLine.com.br

22 de agosto de 2011

Um grande exemplo de surf e cidadania!



Nesse domingo, 21/08, passou no Esporte Espetacular, da Rede Globo de TV, uma matéria emocionante sobre a favela do Titanzinho, no Ceará. Berço de grandes surfistas como Fabinho Silva, Pablo Paulino, Tita Tavares, André Silva e muitos outros talentos do surf brasileiro, o Titanzinho é uma praia praticamente esquecida pelo governo cearense, mas que possibilitou, através do surf, uma vida melhor para muitos de seus moradores.

Graças a comunidade, o Titanzinho escapou de virar um estaleiro. E graças ao surf, muitas crianças tem a possibilidade de sonhar com uma vida melhor.

A matéria mostra também uma grande lição e uma história linda de transformação social através do surf. Surfistas locais, em parceria com a comunidade, lutarando para preservar a sua praia e para mudar o cenário de violência, pobreza e descaso.

Veja a matéria na íntegra aqui: aqui: http://video.globo.com/Videos/Player/Esportes/0,,GIM1604443-7824-CELEIRO+DO+SURFE+NACIONAL+COMUNIDADE+DO+TITANZINHO+ENFRENTA+DIFICULDADES,00.html

O surf como instrumento de união, solidariedade e transformação social. Uma verdadeira lição essa história do Titanzinho, que mostra e comprova que quando os surfistas se unem e lutam por uma causa, conseguem vencer. Fica o exemplo!

Parabéns ao Régis Roesing pela matéria!

Colocamos aqui também dois teasers do documentário TITAN KIDS, filme produzido pelo surfista local André Silva e por sua namorada Lee Ann Curren, filha do tri campeão mundial Tom Curren, sobre a comunidade do Titanzinho








21 de agosto de 2011

Gabriel Medina, o Rei da França!!!



Que brilhante atuação de Gabriel Medina na França. Não, desculpe. Mais uma brilhante atuação de Gabriel Medina na França. Nosso garoto de ouro simplesmente patrolou todo mundo no Sooruz Lacanau Pro 2011. Primeiro Gabriel venceu o evento Pro Junior mostrando que tem muito mais surf do que qualquer outro moleque da nova geração.

FINAL DAY PRO JUNIOR


Nesse domingo, 21 de agosto, Medina novamente escreveu seu nome na história de lacanau. Primeiro, na semi-final masculina do WQS 6 ESTRELAS, deu uma escovada histórica no americano Kolohe Andino, que foi embora pra casa precisando de uma combinação de ondas. E na final, mais um massacre, dessa vez em cima do australiano Mitch Crews, que também levou uma surra. O aussie também ficou precisando de uma combinação de ondas. Medina na final somou as notas 9.23 e 10.00 (unânime). Pela vitória Medina levou U$ 20 mil dólares e 3.500 pontos no ranking.

Parabéns ao Medina, nosso próximo representante no WT.
Surfou muito!!!

Veja as fotos e videos direto no site do evento:
http://www.sooruzlacanaupro.com/







FINAL
Gabriel Medina (BRA) 19.23 Def. Mitch Crews (AUS) 15.36

SEMI FINAL
Heat 1: Gabriel Medina (BRA) 14.77 Def. Kolohe Andino (USA) 8.65
Heat 2: Mitch Crews (AUS) 14.10 Def. Ryan Callinan (AUS) 8.67

Dá uma olhada nas notas do garoto!



Resultado do Sooruz Lacanau Pro 2011

1 Gabriel Medina (Bra)
2 Mitch Crews (Aus)
3 Kolohe Andino (EUA)
3 Ryan Callinan (Aus)
5 Kiron Jabour (Haw)
5 Sebastien Zietz (Haw)
5 Vincent Duvignac (Fra)
5 Garrett Parkes (Aus)
9 David do Carmo (Bra)
9 Miguel Pupo (Bra)


Final de Semana de Grandes eventos

Agosto é mesmo o mês dos grandes eventos e quem gosta de acompanhar os campeonatos de surf, pela internet ou na praia, passou trabalho para ficar 100% antenado na participação de nossos atletas nos circuitos mundial e Pro Junior.


BILLABONG PRO TAHITI 2011 - TEAHUPOO

Jadson André fez a primeira apresentação brasileira do dia

O Round 1 do Billabong Pro Tahiti 2011 aconteceu nesse sábado, 20/08, em ondas de até 2 metros na famosa bancada de corais de Teahupoo. Os destaques foram CJ Hobgood e Julian Wilson, que pegaram tubos excelentes no Round de estréia. O Round 1 só não foi nada bom para os brasileiros. Todos perderam suas baterias e vão ter que tentar a sorte no tudo ou nada da repescagem.

Jadson André pegou bons tubos, mas nada pode fazer para frear o sul-africano Travis Logie, alternate que entrou na vaga de Bobby Martinez, que desistiu do evento. Jadson terminou na segunda colocação e agora enfrenta Patrick Gudauskas (EUA) na repescagem.

Ricardinho dos Santos, vencedor do trials, enfrentou o caioca Raoni Monteiro e o sul-africano Jordy Smith . Raoni mostrou quase nada nesse primeiro Round, enquanto Ricardinho surfou bem, mas não o suficiente para vencer um inspirado Jordy Smith. Raoni agora enfrenta Mineiro na repescagem enquanto Ricardinho pega o australiano Taj Burrow.

Heitor Alves foi outro que bateu na trave. Perdeu para o australiano Kai Otton e agora enfrenta outro aussie na repescagem, Chris Davidson.

Alejo Muniz por muito pouco não venceu na estréia. Pegou o melhor tubo da bateria, mas caiu no finalzinho. Quem se deu bem foi o Capitão América, Taylor Knox, o competidor mais velho e experiente do tour. Alejo agora enfrenta o australiano Matt Wilkinson no Round 2.

E, por fim, Adriano de Souza que surfou na última bateria do dia, em uma bateria em que o brasileiro simplesmente não conseguiu entrar em sintonia com as ondas. Josh Kerr começou surfando muito e entubando fundo. Ia levando fácil a bateria até que Julian Wilson pegou um dos melhores tubos do dia e garantiu sua presença no round 3. Mineiro se posicionou mal, escolheu ondas menores e acabou ficando em último lugar na sua bateria de estréia.

Round 2 - Repescagem

1 Jeremy Flores (Fra) x Heiarii Williams (Tah)
2 Taj Burrow (Aus) x Ricardo dos Santos (Bra)
3 Adrian Buchan (Aus) x Gabe Kling (EUA)
4 Owen Wright (Aus) x Adam Melling (Aus)
5 Joel Parkinson (Aus) x Brett Simpson (EUA)
6 Bede Durbidge (Aus) x Josh Kerr (Aus)
7 Michel Bourez (Tah) x Daniel Ross (Aus)
8 Adriano de Souza (Bra) x Raoni Monteiro (Bra)
9 Kieren Perrow (Aus) x Tiago Pires (Por)
10 Patrick Gudauskas (EUA) x Jadson André (Bra)
11 Alejo Muniz (Bra) x Matt Wilkinson (Aus)
12 Heitor Alves (Bra) x Chris Davidson (Aus)

Veja as fotos e os vídeos do Round 1 direto no site do evento:


http://billabongpro.com/tahiti2011/




IAN GOUVEIA VENCE O HURLEY PRO JUNIOR



Ian Gouveia voando na Prainha

Em São Francisco do Sul, norte de Santa Catarina, aconteceu o Hurley Pro Junior 2011, etapa seletiva para o mundial da categoria. A "Prainha" de São Chico foi o palco do evento que reuniu a elite Pro Junior do Brasil. E que show de surf!!

O Hurley Pro Junior foi finalizado com chave de ouro nesse domingo com a vitória de Ian Gouveia, no masculino, e de Gabriela Leite, no feminino. O evento foi muito disputado. Ian Gouveia venceu Filipe Toledo na semi-final e Marco Fernandez na final.

“Não estou nem acreditando, finalmente eu venci um campeonato e com certeza hoje é o dia mais feliz da minha vida, foi a minha maior conquista até agora estou preparado para disputar a vaga para o mundial na Bahia semana que vem”, declarou Ian Gouveia, que é filho de Fábio Gouveia, um dos grandes nomes do surf brasileiro e que com esta vitória assumiu a liderança do ranking na categoria feminina.

Na próxima semana, de 29 a 31 de agosto, em Salvador/BA, serão definidos os quatro surfistas masculinos e duas femininas que representarão o Brasil no Circuito Mundial Pro Junior 2011. A estes seis juntam-se os dois melhores juniores masculinos dentro do ASP One Ranking.


FINAL MASCULINA DO HURLEY PRO JUNIOR 2011:

Campeão: Ian Gouveia (PE) – US$ 2.500 e 500 pts no ranking Pro Junior ASP
Vice-campeão: Marco Fernandez (BA) – US$ 1.500 e 375 pontos


SEMIFINAIS – 2º = 3º lugar – US$ 1000 e 281 pontos:

1ª: Ian Gouveia (PE) 15,90 x 10,17 Filipe Toledo (SP)
2ª: Marco Fernandez (BA) 14,43 x 7,67 Caio Ibelli (SP)


FINAL FEMININA DO HURLEY PRO JUNIOR 2011:

Campeã: Gabriela Leite (SC) – US$ 900 e 250 pts no ranking Pro Junior ASP
Vice-campeã: Monik Santos (SC) – US$ 600 e 188 pontos


RANKING ASP SOUTH AMERICA – MASCULINO 2011 – 3 etapas:

01: Ian Gouveia (BRA-PE) – 895 pontos
02: Gustavo Machado (BRA-SC) – 868 pontos
03: Deivid Silva (BRA-SP) – 842 pontos
04: Filipe Toledo (BRA-SP) – 702 pontos
05: Marco Fernandez (BRA-BA) – 691 pontos
06: João Paulo Abreu (BRA-SC) – 589 pontos


RANKING ASP SOUTH AMERICA – FEMININO 2011 – 3 etapas:

01: Gabriela Leite (BRA-SC) – 766
02: Juliana Meneguel (BRA-SP) – 733 pontos
03: Monik Santos (BRA-SP) – 719
04: Kaena Brandi (BRA-SP) – 610
05: Natali Paola (BRA-SP) – 444